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Por: Antonio Chaker Neto
Publicado pela revista DBO 

 

Um vídeo muito conhecido da internet compara o pit stop da Mercedes, em 1950, com o da Ferrari, mais de meio século depois. O primeiro levou 1 minuto e 10 segundos para trocar pneus e abastecer; o segundo, apenas 2 segundos. Quando mostro esse vídeo em palestras, faço a pergunta: “Por que mudou?” As respostas vêm rápido: tecnologia, melhores processos, mais treinamento. Mas a resposta verdadeira é mais simples e poderosa: mudou para ganhar.

Agora, imagine se o chefe da equipe de hoje pudesse voltar no tempo e contar ao chefe da Mercedes, orgulhoso com o recorde, que, no futuro, esse mesmo trabalho seria feito em menos de 2 segundos. A reação seria, provavelmente, de incredulidade: “Impossível!”, quando deveria ser: “Sério? Me ensina”. Essa história serve de metáfora para o momento que estamos vivendo. Estamos imersos em um superciclo tecnológico que vai transformar o mundo em menos de uma década. O que parece impossível hoje será rotina em poucos anos. E não será diferente dentro das fazendas.

Quando afirmo que não falta mão de obra no campo, mas sim fazenda preparada para receber a nova geração, encontro muita resistência. Entendo o sentimento. Aquele vaqueiro ou capataz disposto a passar a vida toda em uma única fazenda está, realmente, cada vez mais raro, mas insistir nesse modelo é como achar que o pit stop de 1 minuto é insuperável. As novas gerações têm outra mentalidade. Não se trata de encontrar pessoas para trabalhar; trata-se de preparar a fazenda para atrair talentos. A fazenda moderna precisa de tecnologia, segurança, rapidez e propósito. 

O objetivo final de qualquer fazenda não mudou e acredito que não mudará. Gerar pelo menos 4% de resultado sobre o valor da terra, alcançar 20% de retorno sobre o valor do rebanho, atrair os melhores talentos e conquistar o melhor desempenho zootécnico segue como nossa missão. Essa é a essência do agronegócio e continua sendo nosso norte. O que está mudando, e de forma acelerada, é a maneira de chegar lá. Novas tecnologias, novas gerações de profissionais e novas formas de manejar a produção estão redesenhando o caminho, mas o destino segue o mesmo. 

 

Revolução em curso

Hoje já é possível monitorar bebedouros com sensores, lançar despesas ou movimentações de gado diretamente pelo WhatsApp, usar câmeras, drones, robôs e inteligência artificial para tornar o trabalho mais eficiente. Quadriciclos substituem longas cavalgadas, trazendo agilidade e segurança. No manejo, inovações como a Super Cria, a TIP, a RIP e o confinamento bem estruturados têm mostrado resultados impressionantes. O pasto manejado no estado da arte, com mudanças mais frequentes e foco na arquitetura da planta, tem permitido ganhos superiores a 800 g/cab/dia, com baixo nível de suplementação. Ou seja, a revolução que vemos fora das porteiras já está disponível também dentro delas. 

Vamos observar um exemplo fora da fazenda, mas que depende 100% da nossa pecuária: o McDonald's. Não importa se você pede um sanduíche em Dourados, Maringá ou Rondonópolis, ele será igual, rápido e padronizado. Quem está por trás disso? Em sua maioria, jovens entre 18 e 25 anos, que permanecem na empresa por menos de dois anos. Ainda assim, o sistema funciona com uma precisa impressionante. Isso acontece porque a operação foi desenhada para ser simples, replicável e de rápido aprendizado. É exatamente essa inspiração que precisamos levar para dentro das fazendas: criar processos claros e inteligentes, que permitam que jovens sem experiência aprendam rápido, e mesmo ficando pouco tempo, consigam gerar valor real para o negócio. 

Voltando aos pit stop, a diferença entre o de ontem e o de hoje não está apenas na tecnologia, mas sim na decisão de mudar para ganhar. Na pecuária, o caminho é o mesmo: quem tiver coragem de modernizar, atrair talentos e adotar novas ferramentas vai liderar a transformação. Fica aqui um convite à reflexão: estamos reagindo com negação ou com aprendizado? A escolha é só nossa, porque, afinal, o que nos trouxe até aqui não é o mesmo que nos levará adiante. 

 

7 de Novembro de 2025

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