Apenas 0,4% das fazendas de cria lucram acima de R$ 2.000/ha. Descubra como entrar nesse grupo com a Super Cria Regenerativa.
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Quando analisamos os dados do benchmarking Inttegra, observamos que a cria vem sendo a atividade com menor desempenho financeiro, mesmo olhando para as fazendas mais rentáveis.
Segundo o benchmarking Inttegra, na safra 2024/2025, apenas 0,4% das fazendas de cria conseguiram entregar resultados acima de R$ 2.000,00 por hectare. Em contrapartida, na recria engorda, esse percentual salta para cerca de 15% das fazendas.
Ou seja, mesmo entre as propriedades mais eficientes, a cria apresenta uma distância relevante em relação aos demais sistemas produtivos.
Esse dado não deve ser interpretado como uma limitação natural da atividade, mas sim como um sinal claro que o modelo de produção de bezerros precisa evoluir. Afinal, não existe fazenda de recria ou engorda antes de existir a cria.
Historicamente, a cria foi conduzida com foco em indicadores isolados, como taxa de prenhez ou a genética das matrizes. Embora importantes, esses indicadores, sozinhos, não garantem resultado econômico.
Tradicionalmente, a cria, é o sistema que apresenta as maiores margens da pecuária, porém com baixo volume de produção de arrobas por hectare. Esse desequilíbrio faz com que, mesmo com boa margem, o resultado por área seja limitado. Para potencializar o resultado é necessário aumentarmos a produção de arrobas por hectare, mantendo um bom ganho médio diário (GMD) e, principalmente, elevando a lotação de forma sustentável.
Como solução para uma cria mais rentável e sustentável, e que entregue mais de R$ 2.000/ha, a Inttegra desenvolveu um método onde isto é tecnicamente possível, trazendo resultados em fazendas que já adoram este método - Super Cria Regenerativa.
Para atingir a Super Cria Regenerativa, com resultado acima R$ 2.000 por hectare precisamos começar pelas seguintes premissas:
O faturamento da fazenda não vem apenas do bezerro macho, mas da venda de diferentes categorias, incluindo:
São pesos mais elevados e por isso muitas vezes as matrizes precisarão ser terminadas antes da venda.
Para os cálculos, utilizaremos valores médios históricos:
A meta deve ser comercializar 2,2 animais por hectare entre todas as categorias, considerando R$ 3.200,00 por animal, o faturamento de R$ 7.000,00 por hectare.
A referência de custo utilizada nesse tipo de sistema gira em torno de:
com 3 matrizes entouradas por hectare:
Resultado líquido próximo de R$ 3.000,00 por hectare, ou, de forma conservadora, acima de R$ 2.000,00 por hectare.
Chegar a esse nível de resultado não é trivial. O maior desafio é atingir e sustentar altas lotações sem perder a margem da operação.
Altas doses de adubação ou níveis elevados de suplementação até permitem aumentar a lotação, no entanto:
É nesse ponto que as práticas regenerativas ganham protagonismo. O uso de cercas, cochos e bebedouros móveis permite controlar melhor a colheita da forragem e promovem uma distribuição mais homogênea das fazes e urina, que passam a atuar como fonte de fertilização do solo. Em sistemas convencionais, essa distribuição tende a ser desuniforme, ficando concentrada em áreas próximas às estruturas fixas de cocho e bebedouro, o que reduz o aproveitamento dos dejetos.
Além disso, o cuidado com a microbiologia do solo torna-se fundamental. Com um solo biologicamente ativo e equilibrado, o sistema passa a produzir mais forragem com menor dependência de insumos externos, o que ajuda a sustentar a margem mesmo em cenários desafiadores.
Com mudança de mentalidade, aumento de produtividade, gestão de custos e uso inteligente da biologia, a cria deixa de ser o elo fraco da cadeia e passa a ser a base de uma pecuária mais rentável, resiliente e sustentável.
Se hoje menos de 1% das fazendas de cria conseguem ultrapassar R$ 2.000,00 por hectare, isso não significa que o teto da atividade seja baixo, mas sim que o modelo predominante ainda é pouco eficiente.
Autor: Otávio Henrique Viana
Graduado em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá
Consultor Certificado Inttegra
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